UMA SEGUNDA CHANCE

Toda criança brinca só pelo prazer de brincar, sem nenhuma outra finalidade.

E só. O brincar pelo brincar. “Adultos” não conseguem entender isso.

Deviam, pois este é o grande presente que é viver no presente,

sonhando sempre, mas sem expectativas ou apegos.

Desejar, sim, se apegar, não, ensinava o Buda há milênios!

Desejando sempre, mas não se prendendo a nada.

Apenas deixando fluir o que passa em sua mente e coração.

Indo sempre adiante.

Vendo sempre qual é o novo pensamento que surge.

E, nessa liberdade, vendo surgir diante dos olhos um mundo novo a cada momento.

Vendo que o passado passou e o futuro ainda não chegou,

deixando morrer as velhas crenças e aprender a pensar com uma cabeça nova.

Aprendendo assim a viver no presente e ver que ele é sempre uma dádiva.

Bastando para isso abrir o coração para recebê-lo.

Vendo barreiras cair, limites ser transpostos, crenças desabar.

Sentindo que o sol do amor sempre virá para descongelar um coração que ficou frio pela falta de carinho.

Mas é preciso se abrir para isso, dar uma chance para o amor fazer o seu trabalho de revitalização.

Dar sempre a segunda chance.

Por isso nosso menino, nossa criança eternamente feliz, brincando no colo do Pai Celeste, diz a todos: se dê sempre uma segunda chance, a cada momento, a cada dia, não se martirize por problemas ou erros.

Olhe para seu erro e se dê uma chance de corrigi-lo.

E, finalmente, persista.

Persistir no nossos sonhos é fundamental.

Pois quem persistiu e nunca desistiu viu que o prêmio da persistência é o gozo eterno, a paz eterna, o amor eterno.

Ame cada vez mais, quanto mais você amar, mais amor você sente.

Quanto mais amor você der, não importa a forma que ele tome neste mundo, mais amor você tem em seu coração.

Que assim, mais cedo ou mais tarde, todo esse amor retorna.

Apenas não se prenda a isso.

Ame somente.

E você verá que nada mais importa.

Tudo o mais é só passatempo.

Há algo além das aparências, algo que os olhos físicos não vêem, que une a todos, de coração a coração, de ser a ser, de criança a criança,  irmão-irmã, companheiro-companheira, macho-fêmea, marido-mulher, pai-mãe, filho-filha, amado-amada, amante-amante, mas amantes no sentido real e total de quem ama, e isso só pode ser o amor.

Dê-se a chance de saber o que é isso em seu próprio coração.

A verdade é a verdade do seu coração, do que ele sente e tem vontade de fazer.

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