O rascunho e a versão definitiva.

Prezados amigos,

estava hoje pensando sobre uma mensagem que recebi de um grande Amigo

(aliás, quem lê meus artigos já deve ter notado que sempre que falo de um grande Amigo, é sempre o mesmo, pois ele é mais que Amigo mesmo, ele é Meu Mestre!),

sobre morrer para o passado e viver no tempo que nos resta,

que é o Presente, pois o futuro ainda não chegou.

E me dei conta que, na literatura,

há algo semelhante.

É sobre os rascunhos e a versão definitiva.

Podemos rascunhar e reescrever uma obra quinhentas vezes,

mas, para publicá-la,

só o fazemos em sua versão definitiva,

ou seja, o rascunho, ou passado, morre na hora que se chega

à obra acabada, definitiva,

que ganha vida sendo trazida a lume,

à luz, como um bebê que nasce.

Assim, na vida, não temos rascunhos,

pois somos obras definitivas.

Para se ter um novo corpo, só na próxima encarnação.

Deste modo, precisamos nos mostrar em nossa versão definitiva,

não no sentido que não vamos nos modificando

com nossas aprendizagens, ou que não possamos mudar de idéia

quando encontramos uma melhor que a nossa,

mas no sentido de que,

ao nos mostrarmos aos outros,

precisamos nos mostrar em verdade,

e não em cópias mentirosas que podem ser

sempre substituídas por outras,

e nunca saberemos qual é a versão real.

Precisamos ter uma palavra só, verdadeira,

uma versão definitiva a cada momento.

E se e quando mudamos de idéia,

ou aprendemos algo novo,

que comuniquemos aos outros isso,

para que o contexto ao nosso redor

nos veja da maneira que estamos no

momento presente.

Por isto estou compartilhando com vocês

este “insight” que tive hoje!

Abraço a todos,

Gentil

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