Alma Nagô

Caros Internautas,

hoje, relendo alguns escritos meus,

encontrei esta pequena trova

que escrevi em homengem aos Negros

do Brasil, para que tenham orgulho de sua Negritude,

pois os Negros têm contribuição fundamental

e são parte integrante

da criação do que chamamos hoje de Nação Brasileira,

como atesta Gilberto Freyre em Casa Grande e Senzala.

Deixo aqui então esta trovinha,

incentivando as irmâs negras a se orgulharem

de si mesmas, como qualquer outra raça faz:

“óia a cô da pele, sinhá

num iscondi a cô,

que a cô da pele, sinhá,

é d’alma Nagô!”

(Nagô – adj. era chamado a todo iorubano ou negro da chamada  “Costa dos Escravos” que falava ou entendia o Iorubá. Nagô também é o nome que é dado, no Daomé, pelos franceses, ao iorubano.)

Abraço,

Gentil

p.s. como disse Gilberto Freyre em Casa-Grande e Senzala, no início da Parte IV, sobre “O ESCRAVO NEGRO NA VIDA SEXUAL E DE FAMÍLIA DO BRASILEIRO”: “Todo brasileiro, mesmo o alvo,  de cabelo louro, traz na alma, quando não na alma e no corpo [...]  a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena ou do negro. No litoral, do Maranhão ao Rio Grande do Sul, e em Minas Gerais, principalmente do negro. A influência direta, ou vaga e remota, do africano.”

Como bom mineiro, não há como eu negar minhas raízes negras, sejam elas por sangue (meu pai é baiano),

por cultura ou por alma.

Colo aqui um desenho de um capoeirista que fiz no computador:

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